Dar Nova Vida às Cordas da Guitarra (Truques & Dicas)
Há várias formas de aumentar a vida das cordas bem como a sua reutilização, para além da simples manutenção, existem alguns “truques” que aqui partilho com vocês de modo a que possam reutilizar as velhas cordas dando-lhes uma nova sonoridade. Os seguintes pontos podem ser aplicados a vários instrumentos, guitarras, cavaquinhos, ukuleles ou baixos, sejam…
Há várias formas de aumentar a vida das cordas bem como a sua reutilização, para além da simples manutenção, existem alguns “truques” que aqui partilho com vocês de modo a que possam reutilizar as velhas cordas dando-lhes uma nova sonoridade.
Os seguintes pontos podem ser aplicados a vários instrumentos, guitarras, cavaquinhos, ukuleles ou baixos, sejam eles acústicos ou eléctricos.
Para além de ser uma óptima forma de poupança é também a questão do tempo de vida das cordas que se torna muito importante e que aqui irá ser abordado.
Caso já conheçam estes truques, significa que provavelmente vocês são guitarristas que num determinado momento sentiram-se fartos do som das velhas cordas e para “safar” a coisa foram experimentando soluções.
Ou então por não terem a possibilidade imediata para comprar cordas novas é possível que também tenham experimentado outras soluções para que a qualidade do som das cordas melhorasse e assim dar-lhes uma maior duração de tempo de vida.
Como se diz na gíria popular… “quem não tem cão, caça com(o) gato”.
Vamos ver se já usaram algumas das “dicas” e “truques” que aqui seguem.
Experimentem e comentem quais foram os resultados.
Guitarra Clássica
(Cordas Nylon)
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Dando nova vida ao som das cordas velhas:
Quando as cordas já não soam tão bem como soavam um dos truques mais eficazes para estas ganharem de novo aquele som “brilhante” tão característico consiste em;
Desapertar totalmente as cordas mais graves ou seja as últimas 3 cordas, o Ré, Lá e o Mi bordão, após o desapertar destas cordas deixem a guitarra durante 1 ou 2 dias nesta condição.
O que acontece ao fazermos isto?
Simplesmente o facto de que ao desapertar as cordas a tensão destas foi “aliviada” e mantiveram-se assim durante inúmeras horas, essa tensão ao ser novamente restabelecida faz com que se recupere muita qualidade do timbre original.

As cordas mais finas (Mi, Si, Sol) são muito mais estáveis em relação à durabilidade da qualidade sonora, estas cordas na verdade duram muito mais tempo em comparação às 3 cordas mais graves.
Após 1 ou 2 dias voltem a apertar as cordas, afinem e ficarão surpreendidos com o novo timbre das velhas cordas.
Quando notarem que as cordas estão novamente a perder som, repitam o processo as vezes que quiserem e terão sempre uma melhoria.
Pessoalmente, por vezes, tenho o hábito de deixar as cordas desapertadas durante a noite, assim no novo dia noto uma melhoria no timbre.
Esta prática também resulta com as cordas de aço, embora ache que as melhorias notem-se mais nas cordas de nylon.
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Aproveitar a quantidade de corda nova enrolada no mecanismo de afinação:
Já repararam na quantidade de corda nova que se encontra enrolada junto ao carrilhão no mecanismo de afinação situado na cabeça da guitarra?

Quando se coloca cordas novas normalmente é notório que elas tendem a ser por defeito de tamanho maior que o comprimento mínimo entre a ponte e a cabeça da guitarra.
Por isto se enrolarmos o excedente de corda correctamente vai sobrar ali muita corda em perfeito estado e que a maior parte das vezes não se reutiliza.
(Infelizmente existem marcas de cordas em que o comprimento das mesmas é o mínimo dos mínimos, neste caso este “truque” não servirá, dai a importância de se comprar um bom conjunto de cordas, as seguintes marcas são as mais confiáveis e com um comprimento satisfatório, D’addario, Savarez, Hannabach, Augustine, Jim Dunlop, La Bella, Fender, Ernie Ball.)
Visite aqui aquelas que são consideradas as melhores marcas de cordas nylon para guitarra clássica.
“Best Classical Guitar Strings”
Assim voltando ao “truque”… quando passam meses e achamos que as cordas estão velhas ou em mau estado podem experimentar a seguinte “dica”:
– Começem pela 6°corda, desapertem e puxem pouco a pouco o excedente de forma a usarem essa sobra nas primeiras casas da guitarra, assim essa quantidade nova “virá” até ao braço da guitarra, repitam o processo até à corda Ré (4°corda).
reparem no video em baixo (exemplo na corda Ré ):
Como podem verificar no video a minha “corda nova” que estava inutilizável vai praticamente até à 7ªcasa do braço da guitarra!
Vejam a diferença entre a parte nova que foi “puxada” e a velha…
Agora exigirá um novo ajuste na ponte (veja imagem em baixo) pois teremos de ajustar a nova posição da corda de modo a que a “tal” parte inutilizada “venha” para a região do braço.
Na ponte entrelacem novamente a corda e cortem a sobra.
No fim do processo terão a sensação de corda nova, um som muito melhor, apesar que essa sobra nunca abrangerá todo o braço da guitarra obviamente, no entanto ocupará os primeiros trastes da guitarra que por sua vez é normalmente a região mais usada.
Podem experimentar fazer os mesmos passos para as restantes cordas (Mi, Si, Sol) mas tal como referido anteriormente, não notarão grandes diferenças no som.
Nota: Este método também pode ser feito de maneira que a parte nova da corda inutilizada que se encontra na cabeça da guitarra passe para a região perto da “boca” da guitarra, neste caso teremos obviamente de tirar a corda completamente e verificar se compensa, ou seja, devido ao entrelaçar-se a corda na ponte perde-se alguns centímetros de corda. Convém verificar se existe corda “nova” excedente suficiente para aproveitar dessa forma.
Guitarra Eléctrica / Acústica
(Cordas de Aço)
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Eliminar a ferrugem das cordas dando um novo brilho e som:
Nos instrumentos em que se usa cordas de aço uma das maiores e recorrentes queixas dos músicos é a constatação da rápida oxidação, criando ao longo dos meses um pequeno revestimento de ferrugem à volta das mesmas.
Mesmo limpando regularmente as cordas (que sem dúvida alguma aumenta a duração de vida) esta oxidação vai acabar por surgir.
A oxidação faz com que o timbre seja afectado negativamente, deste modo,
Uma dica útil para retirar a maior parte da ferrugem é usarem uma lixa fina de papel de areia 1200gr (a que uso com mais regularidade) no entanto poderá usar-se qualquer tipo de lixa desde que tenha grãos pequenos de modo a não estragar-se o revestimento original da corda, o que se pretende é apenas retirar o excesso de ferrugem, ao polir, assim que se note uma cor mais clara deve-se parar o processo de modo a não “lixar” literalmente a corda. :)
As lixas têm vários tamanhos e medidas, aqui o sugerido é usarmos lixas de papel a partir do valor 220gr (quantidade de grãos de areia) quanto maior o número mais fina e delicada será.

A limpeza deverá ser feita cuidadosamente, durante o processo usem um pano para ir removendo a sujidade que vai saindo devido ao polimento.
Ao fim de uns minutos do processo notarão que as cordas começam a ganhar um novo brilho dando a sensação de corda nova e na realidade estas recuperam de modo satisfatório algumas características como o som e a cor original das mesmas.
Do que vejo e leio, inúmeros guitarristas tem receio de usar este método pensando que vão estragar as cordas mas na verdade (feito com perícia e cuidado) é exactamente o oposto que acontece, damos vida à corda velha e assim em vez de se deitar fora as cordas e gastarmos constantemente dinheiro em novas, reutilizamos as velhinhas e poupamos, só experimentando é que se comprova.
O método pode ser usado em qualquer instrumento com cordas de aço que já contenham bastantes sinais de oxidação.
Nota: Pode-se usar os 2 primeiros “truques” sugeridos anteriormente para as cordas de nylon, aplicando-os também às cordas de aço, os resultados também são satisfatórios nas cordas de aço e sem dúvida que elas “renascem” usando esses 2 “truques” mas esses resultados são mais notórios no caso das cordas de nylon.
Experimentem estas dicas e comprovem as melhorias!
Revitalizar e reutilizar as cordas dos nossos instrumentos é uma excelente forma de poupar-se dinheiro, aproveitando assim também ao máximo o melhor som que as cordas têm para nos oferecer.
Comentem em baixo os resultados.
Boa Música!
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